quinta-feira, 30 de junho de 2016

Início, meio e fim.


Toda existência possui um enredo de início, meio e fim. O quão importante seja esta existência não importa. Mesmo o universo, aparentemente infinito, terá um fim, em seu tempo, com suas devidas proporções. Obviamente isso também inclui os seres humanos, que como tudo que existe, estão presos a essa lei natural. É o fardo de toda existência. Dizer que cada humano, individualmente, singularmente, nasceu para um propósito, e que esse propósito é semelhante ao enredo e conceito do que é uma história, não é atribuir um significado especial, é simplesmente no que tudo se baseia. Indireta e diretamente.

O tempo, igualmente, está acabando, desfarelando de mãos dadas com o universo. E se mesmo planetas, corpos celestes, sistemas solares, galaxias, universos e o tempo estão acabando, presos aos seus enredos de início, meio e fim, por que seria diferente com os seres humanos, insignificantes a escala de tudo que os cerca?

A verdade é que a existência, o tudo, o universo, está a todo momento em seu fim.

O que existe, o que é possível vivenciar, física ou metafisicamente, pode ser definido por dois conceitos primários: a vida e a morte. A vida: início, nascimento, surgimento. A morte: fim, morte, esquecimento.

O ser humano possui a consciência, e ela é o projetor. O fim da vida é o fim do universo e de tudo que existe nele. A cada segundo tudo acaba. Várias e várias vezes.

Se você morresse agora mesmo, não apenas a sua consciência desvaneceria com o seu corpo, mas todo o universo. Afinal, de sua ótica, de sua perspectiva e opinião, o mundo só é notável porque você está vivo e está o observando, o absorvendo. Apenas porque você está vivo e o sente. Se você nunca tivesse existido, o mundo jamais teria surgido. Não haveriam humanos, não haveria terra, nem um sol, nem estrelas, nem uma via láctea, sequer o inexistente, o vazio ou a escuridão existiriam. Não haveria nada. Porque as coisas apenas existem se você puder percebê-las. A complexidade de tudo apenas se desenrola com alguém. Para as outras pessoas, nada mudaria e o universo pareceria o mesmo, mas, se você não estivesse aqui, como nada mudaria?

A existência é uma ilusão, um holograma, formada por vários projetores simultaneamente.
A existência é egoísta.
A existência não é nada mais que um desejo de um único indivíduo.
A existência é apenas aquilo que você vive e nada mais, porque se não há você, não há mais uma existência. Não existe algo.

Você começou ela e já está em seu meio, na metade de sua duração, prosseguindo. O fim, para tudo que existe, está se aproximando e é implacável, em breve ele chegará e tomará tudo. O tempo continua a acabar e você está o desperdiçando.

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